BLOCO DA DENGUE INVADE CARNAVAL

Bloco organizado pela Secretaria da Saúde participou do carnaval de Quintão.

Teníase (Solitária)

Conheça este parasíta e aprenda a prevenir-se.

Projeto Verão Legal de Dengue

No dia 05/02 ocorreu a blitz do Projeto " Verão Legal sem Dengue" na praia do Quintão na Avenidas dos Bancarios.

Blitz Contra a Dengue

Blitz realizada em frente ao Supermercado Lang, com o intuito de instruir os cidadãos que por alí transitavam.

I Campeonato de Maquetes

Campeonato realizado no Dia Nacional de Combate a Dengue no ginasio municipal de esportes que contou com a participação de varias maquetes. Também houve distribução de premios para as melhores maquetes.

terça-feira, 4 de maio de 2010

NOTICIAS



03/05/2010 - Vigilância registra 25 novos casos de dengue 

Dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) informam que durante o fim de semana foram notificados 25 novos casos de dengue no Rio Grande do Sul . Nesta segunda-feira ( 3/5), o total de casos soma 4428, contra os 4.403 do último boletim (em 30/4)
O município de Ijuí tem hoje 3.370 casos. Já Santo Ângelo registra 220 notificações e Santa Rosa, 211 Outras 627 notificações estão distribuídas em outros municípios do RS.


Assessoria de Comunicação Social.


Fonte: Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.

TECNICAS DE CONTROLE

Métodos mecânicos e físicos


As armadilhas


          Empregadas desde que o homem tornou-se caçador, as armadilhas são as mais engenhosas e variadas quanto são seus inventores. Há uma infinidade literalmente ilimitada de tipos e conceitos. Há aquelas que capturam os roedores vivos (incruentas) e há as que produzem sua morte no ato de captura (cruentas). Dentre estas últimas, a mais difundida em todo o mundo é a popular ratoeira “quebra-costas” cujas origens remontam a épocas medievais.




Figura 01: Ratoeira quebra-costas.




          Um sistema de mola espiral preso a uma forte haste retangular e um sensível mecanismo de disparo, captura e provoca a morte instantânea do roedor por fratura da coluna vertebral em virtude do forte e rápido golpe desferido pelo artefato. De ótimos resultados contra camundongos, esse tipo de ratoeira tem resultados apenas razoáveis quando empregadas contra a ratazana ou contra o rato de telhado, devido à neofobia que caracteriza estas duas espécies.
          Os melhores resultados, quando do emprego de ratoeiras no combate aos roedores, são obtidos quando:
          1. Empregam-se muitas ratoeiras de uma só vez ao invés de poucas ratoeiras muitas vezes;
          2. Dispõem-se os artefatos ao longo das trilhas dos roedores, previamente localizadas, perpendicular a     uma superfície vertical;
          3. Elas são mantidas sem tocar, na mesma posição durante pelo menos uma semana;
          4. Lavamos cuidadosamente com água, sabão e escova, as ratoeiras que foram bem-sucedidas às - vezes é preciso expô-las à vassoura de fogo (equipamento específico utilizado para desinfestação mecânica de determinado local). O objetivo é tentar eliminar completamente os resquícios da urina eventualmente deixada pelo roedor em agonia sobre o artefato que o capturou, possivelmente contendo algum feromônio específico para perigo, capaz de alertar os demais roedores da colônia, inviabilizando por completo novas capturas.
         Outro tipo de armadilha cruenta que tem sido utilizada modernamente, é a armadilha colante. Sobre uma placa de dimensões variadas, é aplicado um filme de cola especial que mantém-se pegajosa durante algumas semanas, mesmo exposta ao ambiente. Essas placas devem ser dispostas necessariamente ao longo dos trajetos e trilhas dos roedores infestantes para que possam capturar um deles assim que tocadas. Apresentam bons resultados contra os M. musculus, animais sabidamente curiosos (neofilia) e nem tanto contra as espécies sinantrópicas comensais maiores, reconhecidamente desconfiadas (neofobia). Tem sido criticada de forma crescente por entidades ambientalistas e protetoras de animais em todo o mundo, devido à agonia lenta e dolorosa que provocam nos animais capturados. Estes, no afã de escapar, chegam inclusive a amputar o membro que estiver colado à armadilha.




Figura 02: Diversos tipos de armadilhas: 1) Ratoeira de madeira; 2) Chauvancy; 3) Shermann; 4) Quebra-costas.



          Para fins de diferentes estudos sobre os roedores, são empregadas armadilhas incruentas, geralmente do tipo gaiola, capazes de capturá-los sem lhes causar maiores danos físicos. Na maioria das vezes seu mecanismo de disparo é acionado por uma isca que possa interessar à espécie. Como o animal capturado fica exposto à observação dos demais membros da colônia, seus resultados são baixos, situando-se em torno de 10% a 20 % das armadilhas colocadas numa dada área.




Figura 03: Gaiola para captura de roedores.



O ultra-som


          Os roedores em geral estão capacitados a ouvir (e a produzir) sons de freqüência altíssima, entre 10 e 20.000 hertz; os homens não. Partindo desse princípio, surgiram os dispositivos ultra-sônicos para combate aos roedores sinantrópicos que, se empregados numa dada área infestada onde houvesse a presença também de pessoas, só afetariam os roedores. Estes, fortemente incomodados com os agudíssimos sons produzidos pelos dispositivos, buscariam outras áreas para estabelecer suas colônias, abandonando aquelas onde o ultra-som estaria sendo empregado. É, portanto, um dispositivo destinado apenas a afugentar os roedores e não destinado a eliminá-los, como tem sido apregoado.
          Esses dispositivos ultra-sônicos exibem resultados em certos tipos de áreas e sob certas condições, ainda que limitados em alcance. Todavia, apresentam alguns problemas como a formação de “áreas de sombra” atrás de objetos sólidos onde, em não havendo o som agudo produzido pelo aparelho, permitem aos roedores uma confortável permanência. Outro problema é que os roedores da área rapidamente acostumam-se ao incômodo dos sons agudos e ali prosseguem vivendo normalmente.


Os aparelhos eletromagnéticos


          Constituídos basicamente por um solenóide (uma bobina que gira em torno de um ímã), esses dispositivos elétricos ao serem acionados, geram um campo de forças eletromagnéticas de dimensões limitadas no aparelho. Conectado a um cano de metal e este introduzido 3/4 de seu comprimento verticalmente no solo, o aparelho produz um campo eletromagnético concêntrico ao nível do piso e nas primeiras camadas do solo, capaz de provocar distúrbios variados no sistema nervoso central dos animais que adentrem a esse campo. Roedores (e qualquer outro animal), sob ação desse campo, sentirão tonturas, náuseas e mal-estar; dessa forma, serão afugentados daquela área. Novamente um aparelho destinado a afugentar os roedores e não para induzir sua eliminação.
          Os aparelhos eletromagnéticos são eficazes dentro de seu raio de ação (cerca de quatro metros de raio). Contudo, são limitados por seu próprio raio e demandam acurada e constante manutenção. Além disso, afetarão igualmente aos seres humanos e animais domésticos que permaneçam em contato com o campo.


O controle biológico


          Ao longo da história, algumas tentativas de controle biológico dos roedores já foram feitas. Entre elas, no final do século XIX, a utilização de bactérias que fossem letais aos roedores, tendo a escolha recaído inicialmente sobre a Salmonella typhimurium, responsável pelo tifo murino (ou paratifo); o resultado foi que em pouco tempo a população de ratos foi auto-selecionando uma linhagem imune ao paratifo e por meio deles essa salmonela espalhou-se pelo mundo afetando animais domésticos e chegando até o homem.
          Uma segunda tentativa foi feita com a Salmonella enteritides (de Gartner), com resultados igualmente desastrosos em virtude de sua inespecificidade, causando surtos enormes de salmoneloses entre os seres humanos. Em 1907 o imunologista japonês Shibayana já dava o alarme sobre esse risco, mas foi apenas a partir de 1936 que os países começaram a proibir o emprego de salmonelas como raticidas. Recentemente, a partir de certas experiências cubanas, determinadas cepas atenuadas de salmonelas têm sido associadas à warfarina no combate aos roedores.
          Segundo parecer da OPAS/HCP/HCV/V5/28/15/1125/98 de 30/11/1998 relativo ao uso de Rodenticida Biológico, “...presume-se que todas as cepas de Salmonella sorotipo enteritidis são patógenas ao homem.... A tomada de decisão deve levar em conta que há outras alternativas como raticidas anticoagulantes de segunda geração. Além disso, o controle de roedores não é eficaz somente mediante o uso de raticidas, desde que se mantenham as condições propícias para a sua instalação e reprodução”.
           Tem sido estudada a esterilização como método alternativo no combate aos roedores, por meio de utilização de quimioesterilizantes ou radiações. A esterilização dos roedores machos foi abandonada porque as fêmeas em cio, na maioria das espécies, acasalam com mais de um macho, o que evita a consangüinidade, garantindo a variação do patrimônio genético para a prole. Desta forma, suas chances de acasalar com um macho não esterilizado é grande. As substâncias quimioesterilizantes já estudadas para as fêmeas, além de produzirem resultados extremamente variados (e portanto não confiáveis como método), têm seu sabor facilmente detectável pelos roedores que passam a evitar as iscas às quais essas substâncias tenham sido adicionadas.




Figura 04: “ O gato e o rato”.




          É inevitável que ao se pensar em controle biológico aplicado a ratos, pense-se em gatos. Atávicos inimigos, essas duas espécies convivem de forma antagônica desde tempos imemoriais e esses felinos domésticos desenvolveram habilidades notáveis que os tornaram os predadores naturais mais importantes dos ratos e camundongos. Animais de hábitos igualmente noturnos, os gatos localizam com facilidade os roedores (graças à visão noturna de que são dotados e seu faro apurado), aproximam-se de forma sorrateira e, pelo bote final certeiro capturam sua presa e matam-na para dela se alimentar. Todavia, ainda que os gatos conservem seu instinto caçador e possam se constituir assim num forte elemento de pressão sobre uma população de roedores de uma dada área, é fato que tornaram-se mais indolentes e menos dispostos a tais práticas, já que são alimentados à fartura pelos humanos.
          Na prática, apenas os gatos rueiros ainda conservam seus instintos plenos e os exercitam constantemente. Todavia, utilizá-los de forma maciça como método de controle da população murina, é medida arriscada em virtude do próprio potencial de transmissão zoonótica que os felinos domésticos possuem, ou seja, eles são capazes de transmitir doenças à espécie humana como a raiva e a toxoplasmose.


O controle químico (raticidas)


          Já na antigüidade, os lavradores da região do Mediterrâneo sabiam que plantando uma cebola típica dessa região (Scilla maritima) entremeada na lavoura, obtinha-se bons resultados no controle dos roedores que atacavam a plantação. A cilirosida é um componente fortemente tóxico produzido por essa cebola, que originou a cila vermelha, um dos primeiros raticidas químicos empregados deliberadamente pelo homem para combater os ratos. Desde então, várias substâncias foram testadas, com resultados variáveis, no combate planejado contra os roedores que eventualmente representem problema ao homem.
          O controle químico é praticado através de substâncias naturais ou sintéticas, capazes de provocar a morte dos roedores que as ingerirem. São chamadas genericamente de raticidas em nosso país, ainda que o termo correto devesse ser rodenticidas.
          Os raticidas podem ser divididos, quanto à rapidez de sua ação, em agudos (provocam a morte dentro das primeiras 24 horas após sua ingestão) e crônicos (a morte ocorre após as primeiras 24 horas de sua ingestão).


Os raticidas agudos


          Os raticidas agudos foram amplamente utilizados até a primeira metade do século XX e geralmente são tóxicos que atuam bloqueando o sistema nervoso central do animal afetado. São compostos inespecíficos e a maioria não possue antídoto; o tratamento de intoxicações acidentais, tanto no ser humano como em outros animais, era complicado ou sem sucesso. São bons exemplos desse grupo a estricnina, o arsênico, o antu (alfa-naftil-til-uréia), o sulfato de tálio, o fosfeto de zinco, o monofluoracetato de sódio (1.080) e a fluoracetamida (1.081). No Brasil, os raticidas agudos foram proibidos, o último deles em 1982, em virtude principalmente dos incontáveis acidentes fatais com humanos ocorridos em todo o território nacional.




Figura 05: Raticidas líquidos (uso proibido no Brasil).




Figura 06: Inseticida de uso agrícola utilizado indevidamente como raticida agudo, popularmente conhecido como “Chumbinho”.





          Alternativamente, foram utilizadas substâncias fumigantes no controle de roedores, como o monóxido de carbono, o bissulfeto de carbono, a cloropicrina, o brometo de metila, o fosfeto de alumínio, etc. Todos esses compostos, alguns com bons resultados especialmente contra ratazanas, apresentam um sério problema operacional: nem sempre é possível ter-se absoluto controle sobre o gás empregado, de forma que poderá haver escapes acidentais pela rede de tocas e túneis dos roedores, com conseqüências imprevisíveis, razão pela qual o uso de fumigantes não é permitido em território nacional, segundo a Portaria nº 321 do Ministério da Saúde/SNVS, de 8/8/1997.


Os raticidas crônicos


      Durante a II Guerra Mundial pesquisadores norte-americanos da Universidade de Wisconsin em busca de uma solução para o problema de transmissão de doenças por roedores nas trincheiras, desenvolveram, a partir da casca de uma árvore africana denominada cumaru (Haba tonka), um composto com ação anticoagulante ao qual denominaram warfarina, chamado no Brasil de cumafeno. Esse composto foi o primeiro de uma série de substâncias correlatas que acabaram constituindo o grupo dos hidroxicumarínicos e têm sido amplamente utilizados como rodenticidas com enorme sucesso.
     Um pouco mais tarde, foi sintetizado um segundo grupo de anticoagulantes, os derivados da indandiona (ou indandiônicos).
          Com o advento dos raticidas anticoagulantes, foi aberta uma nova e promissora era no combate massivo aos roedores, até então impossível de ser praticado. Em função dos notáveis resultados proporcionados por esses novos raticidas, de sua relativa segurança de uso e, principalmente, pela existência de antídoto confiável (a Vitamina K1 injetável), os raticidas anticoagulantes dominam amplamente o cenário até nossos dias.
        Os raticidas anticoagulantes agem por inibição da síntese de protrombina, um dos fatores essenciais no mecanismo da coagulação sanguínea; dessa forma o sangue do roedor não coagula mais e sua morte ocorre em decorrência de hemorragias internas (pulmonares e/ou mesenteriais). Além disso, esses compostos têm uma ação danosa sobre a parede dos vasos capilares, proporcionando o início das hemorragias.
          Os indandiônicos: - A pindona foi o primeiro composto desse grupo (1963) e exibe boa ação contra roedores na concentração de 0,025% em iscas. Pertencem também a esse grupo a isovaleril indandiona, a difacinona e a clorofacinona, esta última comercializada no Brasil em iscas prontas a 0,005%. Sua DL50(dose letal para 50% dos animais testados) é de 2,1 mg/kg para ratos, sendo portanto um composto bastante ativo contra roedores (vide item 4.6).
          Os hidroxicumarínicos: - Os hidroxicumarínicos são divididos em dois subgrupos, segundo sua forma de ação: os de dose múltipla e os de dose única.

          a) hidroxicumarínicos de dose múltipla (ou de primeira geração)

         Nesse subgrupo estão os compostos que não apresentam resultado após uma única ingestão (nem que seja de grandes proporções), uma vez que seu efeito é cumulativo, sendo necessária a ingestão de sucessivas doses. O que pode parecer um fator limitante é, na verdade, um fator de segurança contra intoxicações acidentais com outros animais e mesmo com seres humanos, uma dos principais razões do enorme sucesso desses compostos em campanhas de saúde pública. O efeito dessas substâncias nos roedores é retardado, ocorrendo o óbito num prazo médio variável entre dois e cinco dias após a ingestão da dose letal, o que impede que os demais membros da colônia percebam o que os está eliminando, principal fator do sucesso desses compostos.
      O cumafeno (warfarina) constituiu-se no composto raticida mais empregado em todo o mundo nos últimos 50 anos. É eficaz contra roedores em iscas a 0,05% e pós de contato a 1%. É bem tolerada por aves e ovelhas, mas cães, gatos e suínos são altamente sensíveis, exigindo cuidados em sua utilização onde possa haver o acesso desses animais.
         Outros compostos do mesmo subgrupo foram sintetizados e amplamente utilizados em todo o mundo. São comercializados raticidas (iscas a 0,05% e pós de contato a 0,75 e 1%) à base de cumatetralil e cumacloro, ambos com as mesmas vantagens e algumas limitações do cumafeno.

          b) hidroxicumarínicos de dose única (ou de segunda geração)

      Por volta de 1958, na Escócia, ratos de uma certa região e que anteriormente vinham sendo combatidos com sucesso empregando-se o cumafeno, deixaram de mostrar-se sensíveis àquele raticida. Os estudos posteriores demonstraram que havia surgido entre eles o fenômeno de resistência a tal composto. Esse fenômeno rapidamente foi apontado em diversas outras partes do globo nos anos que se seguiram, embora sempre de forma cisrcunscrita. No Brasil a resistência ao cumafeno (warfarina) foi cientificamente demonstrada em ratazanas em dois pontos da cidade de São Paulo/SP, em 1983.
          A resistência tem caráter genético e é hereditária, sendo resultante de uma mutação e, assim, não pode ser adquirida ao longo da vida de um indivíduo. Pode ocorrer a resistência cruzada ou seja, um roedor nascido resistente a um determinado anticoagulante, pode também sê-lo para outros com os quais nunca tenha entrado em contato. A resistência pode surgir numa certa população de roedores, somente se, uma conjunção de fatores venha a ocorrer, entre os quais ressalta o uso persistente e indiscriminado de um mesmo composto raticida durante muitos anos seguidos (mais de 10 na maioria dos casos já ocorridos em todo o mundo). Portanto, está longe de ser um fenômeno comum e/ ou freqüente, embora possível. Deve, assim, ser cuidadosamente evitado.
        Em virtude do surgimento da resistência dos roedores aos anticoagulantes de dose múltipla, em 1976/1977 surgiram os compostos anticoagulantes de dose única, capazes de com uma só dose eliminar até os roedores resistentes.Também hidroxicumarínicos, esses novos compostos apresentam maior toxicidade do que os de dose múltipla, embora seu mecanismo de ação seja similar, causando a morte do roedor igualmente de forma retardada, entre três e sete dias após a ingestão. Em se tratando de compostos substancialmente mais tóxicos que os anticoagulantes de dose múltipla, devem ser empregados com bastante cuidado para evitar-se acidentes intoxicantes indesejáveis.
          Após a síntese do difenacoum, um composto intermediário (dose múltipla, mas eficaz contra resistentes), o brodifacoum e o bromadiolone foram os dois primeiros compostos desse subgrupo a serem sintetizados e passaram a ser amplamente utilizados em todo o mundo nas campanhas de saúde pública e nas desratizações isoladas com muito sucesso. Posteriomente, surgiram outros compostos como o flocoumafen e o difetialone, com características muito próximas dos dois compostos acima mencionados.
          Embora dotados de antídoto confiável (Vitamina K1 injetável), merecem maiores atenções médicas (ou veterinárias) quando das intoxicações acidentais, pois seu efeito é mais prolongado e persistente que aqueles causados pelos compostos de dose múltipla. Aves são sensíveis a esses compostos, enquanto suínos, cães e gatos os toleram mais.


As formulações


          As infestações por roedores são bastante típicas e cada caso deve ser analisado individualmente.
          Embora as bases biológicas sejam sempre as mesmas, cada infestação apresenta suas características próprias em virtude de uma série de fatores como o tipo de terreno, a presença ou não de edificações, o tipo e o uso dessas edificações, a presença de crianças ou animais, a circulação de pessoas, etc. Dessa forma, nem sempre o uso das clássicas iscas consegue lograr os melhores resultados no controle dos roedores infestantes. Por isso foram desenvolvidas diferentes formulações de raticidas, a saber:
          - Iscas: ....são geralmente constituídas de uma mistura de pelo menos dois cereais, o alimento mais apreciado pelos roedores comensais em geral.
          Segundo cada fabricante, essas iscas podem ser moídas na forma de um farináceo, ou peletizada formando pequenos grânulos, ou ainda integrais contendo apenas grãos quebrados. Devem ser necessariamente (por imposição legal) coradas, em cor que as diferenciem de alimentos. Não custa lembrar que os roedores não identificam cores, de forma que a cor da isca raticida não tem o menor efeito sobre eles. Os roedores são capazes de detectar, e portanto evitar, iscas com baixo teor protéico. Os principais cereais utilizados nas iscas comerciais são o milho, o arroz, o trigo, o centeio, a cevada, o alpiste e a semente de girassol. Alguns fabricantes adicionam substâncias atrativas às suas iscas como certos óleos, principalmente o de coco e o açúcar.
          As iscas destinam-se a atrair os roedores pelo olfato, induzindo-os a ingerir o produto. Portanto, devem ser dispostas de tal forma a serem fácilmente encontradas pelos roedores.




Figura 07: Raticida granulado aplicado diretamente na toca do roedor.




          Os pós de contato: - são constituídos por pós inertes (geralmente caolim ou dolomita) aos quais é adicionado o principio ativo em determinadas concentrações . Destinam-se a ser polvilhados nos caminhos, nas trilhas e nos pontos de passagem dos roedores. Estes, ao passarem sobre o pó de contato, terão suas patas, cauda ou outras partes do corpo impregnadas com o produto, que dali será removido pelas lambidas que o próprio animal executa mais tarde, durante sua habitual limpeza corporal efetuada em seu ninho. Não ocorre absorção dermal.
          Os raticidas pó de contato não são específicos e exclusivos para os roedores, de forma que todo o cuidado e atenção devem ser tomados quando de sua utilização, a fim de evitar-se intoxicações acidentais com outros animais, e também para que não ocorra contaminação de gêneros alimentícios que possam estar estocados nas proximidades.




Figura 08: Raticida pó de contato colocado em trilha de roedor.




          Os blocos impermeáveis: - são constituídos por cereais granulados ou integrais envoltos por uma substância impermeabilizante formando um bloco único; geralmente emprega-se a parafina com esta finalidade. São utilizados em locais onde o teor de umidade ambiente seja alto, onde as iscas comuns seriam inutilizadas pela deterioração, não mais sendo aceitas pelos roedores infestantes.
          Embora os blocos sob condições adversas venham igualmente a mofar e deteriorar-se ao longo do tempo, sua meia vida é bem maior do que as iscas comuns, razão pela qual são muito úteis nas desratizações de redes de galerias subterrâneas de esgoto e de águas pluviais, nas canalizações fluviais, de fiações elétricas ou outras, na orla ribeirinha ou marítima, nas áreas inundáveis, etc. Os blocos apresentam várias formas e geralmente são dotados de orifício que permite sua amarração.




Figura 09: Amarração em bloco impermeável.